Catiguá suspende aulas e cancela atendimentos de Saúde após incêndio em área rural

Combate às chamas envolveu máquinas, caminhões e até uma aeronave

Catiguá suspende aulas e cancela atendimentos de Saúde após incêndio em área rural

Foto: DIVULGAÇÃO - Fogo começou em propriedade rural próxima à Washington Luís

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

A região de Catanduva ficou encoberta por nuvens cinzas nesta quarta-feira, dia 8, devido à incêndios registrados em vários pontos. O principal, no município de Catiguá, fez com que a Prefeitura suspendesse as aulas na Escola Estadual Antônio Carlos e na Creche Andreia Almagro Boaventura e cancelasse os atendimentos na unidade de saúde São Sebastião.

O fogo teve início em uma propriedade rural não muito distante da rodovia Washington Luís e foi se alastrando em direção ao bairro Santa Isabel. No início da tarde, a cidade estava tomada pela fumaça. As medidas adotadas, segundo a Prefeitura, foram por precaução.

A administração municipal disponibilizou máquinas e pessoal para o combate às chamas. Três caminhões-pipa e uma aeronave, cedidos pelas usinas Cofco e São Domingos, também participaram do atendimento à ocorrência, além de uma viatura do Corpo de Bombeiros de Catanduva. Voluntários colaboraram e moradores disponibilizaram baldes e mangueiras.

“Devido às queimadas que atingem Catiguá, a Defesa Civil do Município solicita a todos que permaneçam em casa e fiquem atentos a eventuais focos de incêndio”, reforçou a Prefeitura.

A reportagem do Jornal O Regional pediu manifestação das principais autoridades ambientais sobre as queimadas e incêndios criminosos na região: Secretaria de Meio Ambiente, Defesa Civil, Bombeiros e Cetesb, além do prefeito Padre Osvaldo (PSDB), como autoridade máxima local. O posicionamento de cada órgão, se houver, será apresentado nas próximas edições.

MÉDICO ORIENTA HIDRATAÇÃO

O médico pneumologista Renato Macchione diz que a agressão do clima ao corpo humano é bastante grande. Há baixa umidade do ar associada aos resíduos da combustão de produtos derivados do petróleo, mais o material particulado emitido pelos incêndios e outros decorrentes da elevação de poeiras e, ainda, formação de gases decorrentes da exposição do sol com baixas nuvens, como os derivados do ozônio e outros gazes prejudiciais ao organismo.

Tudo isso, segundo o médico, dificulta a umidificação das vias respiratórias, com início no nariz até as vias aéreas inferiores, e mucosas, como boca, olho e tudo que está relacionado ao contato externo. “Essa baixa umidade provoca desidratação do corpo humano, o que aumenta o risco de infecções e reduz a imunidade, principalmente nos extremos da vida – crianças e idosos”.

As recomendações: aumentar a hidratação, tomar bastante líquido. “Não adianta tentarmos umidificar o ambiente, que vai ser pouco produtivo”, frisa, indicando pelo menos 3 litros de água ao dia.

A prática esportiva deve ser feita nas primeiras horas da manhã ou após as 17 horas. Outra dica é evitar locais com grande fluxo de veículos, principalmente pesados.