Catanduva tem 53% das crianças de até 3 anos matriculadas nas creches

No grupo de 4 a 5 anos, todas as crianças têm vagas nas escolas desde 2016

Catanduva tem 53% das crianças de até 3 anos matriculadas nas creches

Foto: PREFEITURA DE CATANDUVA - Aumentar vagas nas creches para público de 0 a 3 anos é desafio

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

Dados do programa Parcerias Municipais, do Governo do Estado, revelam que apenas 53% das crianças de zero a 3 anos residentes em Catanduva estavam matriculadas nas creches no ano passado. A média registrada em São Paulo é de cerca de 50%. O índice leva em conta o Censo Escolar e projeções populacionais da Fundação Seade.

De acordo com o histórico, há 10 anos, eram 1.841 pequenos catanduvenses devidamente inscritos nas escolas de Educação Infantil. Em 2020, o número registrado foi de 2.552, revelando aumento de 38% no período. O ápice foi em 2019, quando foram atendidas 2.699 crianças nessa faixa etária.

A ampliação do acesso à creche é apontada como um dos desafios do programa estadual. Pelo levantamento, no ano de 2020, 1,1 milhão de crianças de 0 a 3 anos não estavam matriculadas em creche em São Paulo.

Já entre as crianças de 4 e 5 anos, Catanduva registrou aumento de 12% nas matrículas, nos mesmos 10 anos, passando de 2.280, em 2020, para 2.559, no ano passado. O ponto mais alto dessa trajetória foi alcançado em 2016, quando havia 2.599 matriculadas nessa faixa etária.

A razão entre o número de matrículas e a população residente nesse grupo atingiu 100% desde 2016, mantendo-se estável no limite máximo desde então. Já a média estadual é de 92%.

“A educação na primeira infância tem um papel fundamental no desenvolvimento das crianças e produz impactos para toda trajetória educacional. São Paulo estava próximo de alcançar a meta do Plano Nacional de Educação no acesso de crianças de 4 a 5 anos à pré-escola em 2020. No entanto, 90.671 crianças de 4 a 5 anos ainda não estavam matriculadas na pré-escola nesse ano, o que representa um grande desafio a ser superado no estado.”, aponta o estudo.