Aviva assume box no Terminal Rodoviário e faz aula final com voluntários do CVV

Espaço público será destinado à instalação do Posto do Centro de Valorização da Vida

Aviva assume box no Terminal Rodoviário e faz aula final com voluntários do CVV

Foto: DIVULGAÇÃO - Prefeito e representantes da Aviva vistoriaram box na Rodoviária

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 08/01/2022

A Aviva - Associação para Valorização da Vida assumirá um box do Terminal Rodoviário João Caparroz. O termo de cessão de uso do imóvel será assinado pelo prefeito Padre Osvaldo (PSDB) e pela presidente da entidade, Ivete Casseverini, neste sábado, dia 8 de janeiro, às 14 horas. A cerimônia será realizada no Lar da Criança Lola Zancaner.

De acordo com a Aviva, o espaço público será destinado à instalação do Posto do Centro de Valorização da Vida - CVV de Catanduva. A cessão é gratuita e válida por 2 anos, prorrogáveis por igual período. O local foi vistoriado pelo prefeito, representantes da entidade e pelo juiz Wagner Ramos de Quadros, presidente da Arcos - Associação e Rede de Cooperação Social.

No mês passado, Prefeitura e Aviva firmaram termo de cooperação com objetivo de ampliar ações voltadas à prevenção ao suicídio no município. “Essa providência é de total interesse público, pois abrange pessoas de toda a sociedade acometidas por esses tipos de problemas, indistintamente de suas condições sociais”, apontou Padre Osvaldo, ao propor a parceria.

De acordo com Ivete Casseverini, logo após a solenidade de assinatura do termo de cessão do Box 4 da Rodoviária, será uma realizada também no Lar da Criança uma aula administrativa com os voluntários do CVV. “Essa atividade encerra todo o processo de treinamento que os voluntários passaram e os habilita para começarem os plantões de atendimento”, explica.

Ao final da etapa, a equipe estará preparada para acolher, ouvir, respeitar e compreender as pessoas angustiadas. O CVV atua em todo o país e oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente pessoas que querem e precisam conversar.

De acordo com levantamento da entidade, com base em dados da Secretaria Municipal de Saúde, Catanduva registrou 153 óbitos por lesões autoprovocadas intencionalmente, os chamados suicídios, em sete anos. Foram 27 ocorrências em 2015, 28 em 2016, 21 em 2017, 18 em 2018, 25 em 2019, 24 em 2020. No ano passado, foram 158 tentativas e 10 mortes.

Para a presidente da Aviva, o suicídio é o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo. “Nós temos uma tendência de dizer que o suicídio foi provocado por, por exemplo, uma perda ou desilusão amorosa, mas na verdade é multifatorial, são fatores de personalidade, hereditários, culturais, socioeconômicos, abusos, acesso aos meios letais”.

“É um fenômeno que sempre esteve presente em toda a história da humanidade. No passado, foi considerado uma questão de honra, a partir da Idade Média, começa a ser cada vez mais penalizado. E no século XVI, se torna um dos grandes dilemas humanos”, completa Ivete.