Proprietário do Circo Encantado relata luta por sobrevivência durante a pandemia

Empresário fretou caminhões e artistas venderam produtos nos semáforos

Proprietário do Circo Encantado relata luta por sobrevivência durante a pandemia

Foto: DIVULGAÇÃO - Circo Encantado fez sua primeira apresentação na Cidade Feitiço no dia 1º

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local
Publicado em 03/10/2021

Após mais de um ano sem poder realizar espetáculos e contando com a solidariedade da população, James Robatini, 41 anos, proprietário do Circo Encantado, que acaba de aportar em Catanduva, falou ao Jornal O Regional como conseguiu sobreviver e também reviver a felicidade de trabalhar no circo.

“Nós somos a sexta geração da família Robatini, tradicional do circo. Há vários circos da família que excursionam o Brasil, o pessoal vai crescendo, desmembrando e montando outros circos, a tendência é sempre crescer. O Circo Encantado é relativamente jovem, tem oito anos de funcionamento e possui em média 30 colaboradores, entre funcionários e famílias”, conta.

Com residência fixa em Campinas, Robatini confidenciou que o período de pandemia, com os espetáculos suspensos, foi de superação.

“Nós fizemos de tudo um pouco, frete com os caminhões, vendemos nos semáforos brinquedos luminosos, bola, maçã do amor. Tentamos nos reinventar, porque todo mundo nasceu no circo, não temos experiência fora, nem currículo de trabalho em outros lugares, mas graças a Deus conseguimos passar essa fase.”

O Circo Encantado fez sua primeira apresentação na Cidade Feitiço na sexta-feira, 1º de outubro. É sua primeira passagem por Catanduva.

“A expectativa está muito boa, o pessoal está ligando bastante, já estamos com ingressos antecipados. A nossa expectativa é ficar aqui por quinze dias, se tiver um bom rendimento podemos ficar mais tempo”, planeja Robatini.