Projeto completa um ano de existência com 440 livros trocados por alimentos

Arrecadação já ultrapassa 700 quilos de mantimentos doados a instituições

Projeto completa um ano de existência com 440 livros trocados por alimentos

Foto: Divulgação - Trocas dos livros sempre ocorrem aos sábados na Praça da Matriz de Catanduva

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

Quando os livros passaram a não caber mais na estante do psicólogo Juliano Barboza, em julho do ano passado, ele separou todos os exemplares que queria doar e começou a anunciar em seu Facebook que trocaria os livros por alimentos. Troca vai e troca vem, recebeu livros e alimentos em doação para continuar a corrente. Assim nasceu o projeto Troco Livro por Alimento.

A ideia deu tão certo que a página oficial do projeto completará um ano de existência nesta quinta-feira, dia 5 de agosto. No período, foram 440 trocas de livros – e há, ainda, mais de 120 volumes disponíveis para serem trocados.

A arrecadação já ultrapassa 700 quilos de alimentos, que foram doados a instituições que distribuem os mantimentos a famílias em situação de vulnerabilidade, como o Prateleira Solidária e o Solidariza Catanduva.

“Há muitas famílias que necessitam de um suporte, então o objetivo principal é e sempre será a arrecadação de alimentos, e com isso o livro acaba servindo como bônus para quem tem o gesto de solidariedade na troca, incentivando a leitura. Estamos fazendo as trocas de dois quilos de alimentos não perecíveis por cada livro e atualmente todos os livros que temos disponíveis foram doados por seguidores do projeto”, explica o idealizador.

A logística é simples. Toda a comunicação é feita através do Instagram @trocolivroporalimento, onde os livros são postados e as informações ficam disponíveis. As trocas sempre ocorrem aos sábados, na Praça da Matriz, seguindo todos os protocolos de cuidados devido à Covid-19.

“A pretensão é continuar nosso trabalho voluntário e arrecadarmos o máximo de alimentos que conseguirmos. Para isso, precisamos que mais pessoas conheçam o projeto e façam doações de livros, não didáticos ou técnicos, pois não há demanda de saída. Assim continuamos a corrente e cada livro doado vai se transformar em alimento, além de levar a história à pessoa que vai lê-lo. Outra forma de ajudar é compartilhando!”, frisa Barboza.