Movimento Negro e Sesc Catanduva lançam webnário sobre a luta das mulheres negras

Quatro episódios da série já estão disponíveis nas redes sociais

Movimento Negro e Sesc Catanduva lançam webnário sobre a luta das mulheres negras

Foto: Divulgação - Movimento Negro de Catanduva aproveitou data para recordar o passado e provocar a reflexão

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, celebrados neste domingo, 25 de julho, motivaram a produção do webnário 'Mandisa: Narrativas de Mulheres Negras' com a atriz Thayna Carvalho. A iniciativa é do Movimento Negro de Catanduva (MNC), em parceria com o Sesc Catanduva.

A produção apresenta narrativas intimistas de Thainá Costa e suas perspectivas enquanto mulher negra em quatro episódios, já disponíveis nas redes sociais do Sesc.

“A intenção é trazer ao conhecimento de todos a importância da data, aprender sobre a história que não é contada nos livros escolares, de pesquisar, entender e refletir sobre. Somente a partir deste entendimento teremos meios de construir uma sociedade igualitária e livre de exclusões”, frisa Karla Ferreira, professora, psicóloga e membro-fundador do MNC.

O dia 25 de julho foi instituído como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra a partir de lei aprovada em 2014. A data foi escolhida em homenagem à líder quilombola que viveu no século XVIII e se tornou símbolo de força e luta pela liberdade.

Apesar de sua história ter sido pouco divulgada durante um longo período, hoje seu legado é cada vez mais reconhecido. Tereza de Benguela é um ícone da resistência negra no Brasil Colônia.

“Muitos podem se perguntar por que uma outra data, já que 8 de março é considerado o dia das mulheres. A data instituída em 25 de julho oportuniza a discussão sobre os meios para superar a opressão histórica sobre as mulheres negras, dia de luta para romper o silêncio e o apagamento intencional da mulher negra na história da formação do nosso país. O Dia da Mulher Negra não é apenas um dia de celebração, mas de luta marcado por diversos eventos e protestos por todo território nacional”, completa Karla.

Segundo a educadora, mesmo sendo a maior parte da população, as mulheres negras permanecem sendo as mais exploradas e negligenciadas socialmente. Essa realidade – diz – pode ser constatada nos dados sobre o mercado de trabalho, no mapa da violência ou na representatividade política.

“O Movimento Negro de Catanduva faz desta data uma oportunidade para trazer à tona o percurso de lutas, conquistas e de como essas mulheres transformaram e transformam o Brasil, um momento de recordar o passado e, a partir dele, pensar no futuro”, ressalta.