Músico percorre cidade com Piano Itinerante em sua sexta edição

Projeto surgiu durante a pandemia, quando todos estavam trancados em casa

Músico percorre cidade com Piano Itinerante em sua sexta edição

Foto: DIVULGAÇÃO - Bauab percorrerá as vias centrais da cidade em cima de um caminhão

Da Reportagem Local
Publicado em 18/12/2021

Levar esperança para as pessoas. Com esse objetivo o músico e colunista social Paulinho Bauab deu início ao projeto “Piano Itinerante” em maio de 2020, meses depois do começo da pandemia. Em sua sexta edição e em um contexto bem mais festivo, a iniciativa volta a ganhar as ruas de Catanduva na próxima segunda-feira, dia 20, a partir das 17h30.

Com o apoio da Prefeitura e algumas empresas, Bauab percorrerá durante seis horas as vias centrais da cidade em cima de um caminhão, onde tocará em seu famoso piano de cauda temas de filmes e músicas de cantores clássicos. A ação faz parte da programação natalina da cidade.

De acordo com o idealizador do projeto, o 'Piano Itinerante' surgiu em um momento em que todos estavam com muito medo por causa da pandemia e trancados dentro de casa. “A música sempre traz uma memória afetiva, emoção e conforto. E essa foi a maneira que encontrei de levar esses sentimentos para as pessoas, principalmente minha mãe”, contou o colunista.

Segundo Bauab, muitas pessoas filmaram sua passagem das janelas e sacadas de suas casas e compartilharam na internet, o que gerou muita repercussão. “Já recebi ligações de pessoas de São Paulo e até mesmo da Itália querendo saber mais sobre a ideia para que pudessem implementar em suas cidades. Sinto muito orgulho em saber que dei início a algo que toca o coração das pessoas”.

Atualmente, além de encabeçar a iniciativa, o músico também toca como voluntário na ala de radioterapia do Hospital do Câncer de Catanduva, além de restaurantes e eventos fechados.

Na segunda-feira, como homenagem especial à mãe que faleceu recentemente, o músico vai parar em frente ao prédio onde ela morava para tocar suas canções preferidas, como tradicionalmente faz desde a primeira edição.

“Minha mãe limpava a casa ouvindo essas músicas e aprendi tudo de ouvido. Ela até contratou professoras para me ensinar da maneira tradicional, mas nunca deu certo. Ainda bem que ela desistiu das professoras, e eu não desisti de tocar”, finalizou.