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Unidos pelas redes sociais, jovens de Santa Adélia criam grupo para replantio de áreas degradadas

Eles plantaram 70 mudas para recuperar local atingido por incêndio

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Foto: ARQUIVO PESSOAL - Grupo escolheu área da Capelinha para o primeiro replantio

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

Unidos pelas redes sociais, jovens ambientalistas de Santa Adélia iniciaram um projeto de replantio de áreas degradadas. O grupo é recente e sequer possui um nome definido, mas as motivações e sonhos são muitos. A primeira ação foi realizada no final de semana passado no local conhecido como Capelinha que agora ostenta 70 novas mudas de árvores.

“Tudo começou com um story sobre incêndio, falei que estava inconformada com aquilo, e comecei a conversar com a Júlia, que tinha começado a escrever um projeto de mudança para a cidade. Vimos que os pensamentos eram iguais”, conta a microempresária Marcela Jovenacci, 34, sobre o primeiro contato com Julia Cristina Claro, 23, formada em Gestão Empresarial.

Depois, a assistente legislativa Maiara Cardoso, 29, foi convidada a reforçar o projeto de plantio. “Coincidentemente, ela postou uma foto de duas árvores plantadas há 21 anos com o pai dela e falei que sozinha não conseguiria, aí onde nasceu a ideia de nos juntarmos”, lembra Júlia.

No domingo retrasado, elas deixaram o ambiente virtual e reuniram-se na Capelinha, área verde alvo de incêndio recente. “Decidimos começar, três formiguinhas no meio dessa imensidão”, diz Marcela. Após novas postagens nas redes sociais, foi criado um grupo no Whatsapp, que ganhou reforço de Daniele Lamana, que junto com o marido já fazia ações ambientais.

O primeiro plantio teve participação de oito pessoas. As mudas foram doadas por uma usina local. “Foi muito gratificante. Quando a gente terminou de plantar essas árvores você via no olhar das pessoas a esperança em cada mudinha plantada. Até me emociono em falar. Tinha muita esperança ali e a gente viu que é possível. Se um começar, vai levando o outro.”

FUTURO

Segundo Marcela, o novo grupo de protetores ambientais pretende levar o projeto de reflorestamento adiante e também apostar em novas ideias. No período das chuvas, a intenção é disponibilizar sementes para que os grupos de ciclismo possam espalhá-las.

Ela resume: “Começou com três pessoas que não se conheciam, a não ser de vista, depois nos juntamos com mais um casal, formamos um grupo e fomos chamando mais pessoas. Estamos assim, regando as novas plantas, com galão no carro, esperançosos em mudar o mundo.”