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União Sindical emite nota de repúdio sobre paralisação de linhas da Luwasa

Entidade afirma que suspensão prejudica trabalhadores e o comércio

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Foto: ARQUIVO PESSOAL - Sindicalista manifesta repúdio à decisão da empresa Luwasa de paralisar linhas

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

A União Sindical de Trabalhadores de Catanduva (USTC) divulgou nota de repúdio à paralisação de três linhas intermunicipais sob responsabilidade da Viação Luwasa. No manifesto, a entidade questiona se a empresa “pensou bem” antes de solicitar tais suspensões, tendo em vista que o longo período de 365 dias é “extremamente lesivo aos usuários” do transporte.

Conforme publicações da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) no Diário Oficial, a empresa solicitou paralisação das linhas que interligam Catanduva aos municípios de Cajobi, Ibitinga e Novo Horizonte. A agência reguladora abriu prazo para impugnações, reclamações, sugestões e novas propostas relacionadas aos pedidos.

A crítica da União Sindical é seguida por outros questionamentos. Como os trabalhadores irão se deslocar para seus trabalhos e vice-versa? Para aqueles que fazem uso do vale-transporte, como ficarão? Serão obrigados a devolver os valores já pagos e antecipados pelas empresas? O texto ainda afirma que a suspensão fere diretamente os direitos dos trabalhadores.

“Infelizmente, nada mudou em relação ao caos na prestação de serviços de transporte público. Quando se pensava que a população em geral tinha se livrado desse tipo de problema, as cidades acima e toda a sua região é contemplada com esse presente em plena pandemia e numa retomada da economia”, aponta a entidade presidida por Marcelo dos Santos Araújo.

Em entrevista ao Jornal O Regional, o sindicalista disse que, além dos prejuízos os trabalhadores, também perdem os comércios dessas cidades. “Perde também a população em forma geral com esse descaso que está acontecendo. Queremos uma posição da empresa e dos órgãos competentes da nossa cidade. A população dessas cidades deve ser respeitada pela empresa.”

Em contato com O Regional, usuários das linhas já relataram dificuldades desde que o serviço foi suspenso. A reportagem tentou contato com o Grupo Expresso Itamaraty nos telefones disponíveis no site e também por e-mail. Não houve retorno até o fechamento desta edição.