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Um em cada três catanduvenses possui contas atrasadas, aponta levantamento da Serasa

41 mil catanduvenses estão inadimplentes, equivalente a 33% da população

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Foto: DIVULGAÇÃO - Maior fatia das contas em atraso é com cartão de crédito ou bancos

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local

Dados da Serasa Experian mostram que 41 mil catanduvenses estão inadimplentes, o equivalente a 33% da população. Isso quer dizer que um em três quatro cidadãos está com as contas no vermelho.

Para se tornar um inadimplente, segundo a Serasa, o consumidor precisa ter ao mínimo uma dívida em aberto. Basta atrasar a conta de água ou energia e, pronto, automaticamente a partir do dia seguinte o cidadão é considerado inadimplente até acertar o pagamento.

Ainda de acordo com a Serasa, mais de um milhão e meio de pessoas se tornaram inadimplentes neste ano. Segundo o balanço, 2021 já acumula 1,6 milhão de pessoas que deixaram de pagar suas dívidas e acabaram sendo negativadas.

O Mapa da Inadimplência da Serasa mostra ainda que a dívida média dos brasileiros é maior que o salário mínimo. Cada inadimplente deve R$ 3.934,38, mais de três vezes o piso nacional de R$ 1.100. Cada dívida custa, em média, R$ 1.163,52, segundo os dados de junho deste ano.

O estudo indica, também, que há pouca diferença entre os gêneros. Em média, as mulheres representam 50,1% e os homens, 49,9%.

No total, os 62,5 milhões de inadimplentes registrados no mês devem R$ 245,9 bilhões. A maior fatia dessas contas em atraso (28,6%) é de cartão de crédito ou bancos, depois aparecem dívidas com contas de luz, água e telefone (23,6%), as chamadas "utilities", e em seguida com o varejo (13,1%).

SUPERENDIVIDAMENTO

O consumidor endividado que não consegue mais pagar os débitos e tem dificuldades em manter os gastos básicos para sobreviver encontrou uma saída para se reerguer com aval da Justiça e sem sofrer assédio dos cobradores. Em vigor desde julho, a Lei 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento, aumenta a proteção de consumidores com muitas dívidas e cria mecanismos para conter assédios por parte das instituições financeiras.

A lei, que alterou o Código de Defesa do Consumidor, criou um instrumento de renegociação em bloco das dívidas nos tribunais estaduais de Justiça. Num procedimento semelhante às recuperações judiciais realizadas por empresas, a pessoa física pode fazer uma conciliação com todos os credores de uma única vez, criando um plano de pagamentos que caiba no bolso.

Além dos tribunais, a lei autoriza que a conciliação em bloco seja feita em órgãos como o Procon, Ministério Público e a Defensoria Pública, que compõem o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. Todos os credores são chamados para a audiência, a fim de conhecer a situação do consumidor inadimplente e receber uma proposta de pagamento que leve em conta os limites orçamentários.

Em Catanduva, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania – Cejusc é o melhor caminho para iniciar o processo. O órgão fica situado na rua Alagoas, 520, no Centro. O contato pode ser feito pelo e-mail cejusc.catanduva@tjsp.jus.br.