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Pedidos de recuperação judicial mostram estabilidade em novembro, revela Serasa

Micro e pequenas empresas lideram número de requisições

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Foto: DIVULGAÇÃO - Na análise por segmento, o de Serviços é o que acumula mais solicitações

Da Reportagem Local
Publicado em 21/12/2021

O Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, registrou em novembro deste ano o total de 51 requisições. Em comparação com o mesmo mês de 2020, quando o índice marcou 52 pedidos, houve queda de 1,9%. No entanto, o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, explica que “economicamente falando, a diferença de apenas um pedido entre os períodos analisados revela um cenário de estabilidade, mesmo que matematicamente exista baixa”.

Ainda assim, mesmo com a estabilidade econômica do número geral, as MPEs lideram os pedidos com 31 requisições frente a mesma quantidade marcada em novembro do ano anterior.

De acordo com Luiz Rabi, “as recuperações judiciais são uma segunda etapa no processo das empresas que não estão tendo um bom desempenho, pois em primeiro lugar está a inadimplência. Por isso, como ainda temos um número estável de empresas inadimplentes não seria natural que este indicador mostrasse aumentos significativos. Ou seja, enquanto a inadimplência não crescer veremos número baixos sobre os pedidos de recuperação judicial”.

Na análise por segmento, o de Serviços é o que acumula mais solicitações, também com pouca variação, já que registrou 22 pedidos em novembro deste ano ante os 25 marcados no mesmo período de 2020. O setor Primário e de Comércio também marcaram diminuição das solicitações, enquanto a Indústria teve aumento.

Em novembro deste ano o índice revelou 67 pedidos de falências, sendo apenas duas requisições a mais do que o registrado no mesmo mês do ano anterior (65). Dessa forma, “como a variação não foi significativa, podemos considerar um cenário estável para as empresas”, finaliza Rabi.

No entanto, mesmo com uma relativa estabilidade do número total dos pedidos de falências em novembro, quando olhamos os números por setor, identificamos algumas diferenças. O segmento de Serviços, por exemplo, foi de 26 para 37 solicitações na relação ano a ano (nov/20 x nov/21), sendo aquele que mais cresceu. Enquanto o Comércio caiu de 21 para 12, também comparação desse período.

DÍVIDAS

A crise provocada pela pandemia, que causou perdas significativas no orçamento das micro e pequenas empresas, levou milhares de empreendedores a uma situação de débito em tributos do governo. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, em 2020, foram assinados 261 mil acordos relacionados a débitos inscritos em dívida ativa, envolvendo R$ 81,9 bilhões. No caso do contencioso administrativo de pequeno valor, a cargo da Receita Federal, foram 2.665 negociações, atingindo um valor aproximado de R$ 37,5 milhões.

PLATAFORMA

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