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Participação da classe C movimenta R$ 1,6 bilhão ao ano em Catanduva

Projeção coloca Cidade Feitiço com o 62º maior potencial de consumo em São Paulo

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Foto: Divulgação - Consumo das famílias deve movimentar cerca de R$ 5,1 trilhões ao longo do ano

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

A população de Catanduva poderá movimentar até R$ 3,8 bilhões na economia até o final do ano, com destaque para a participação da Classe C, que deverá chegar a R$ 1,6 bilhão. A projeção é do estudo IPC Maps 2021, especializado há quase 30 anos no cálculo de índices de potencial de consumo nacional, com base em dados oficiais.

Segundo o levantamento, a Classe B deverá invejar R$ 1,39 bilhão no mercado local, seguida pela Classe A, com R$ 584 milhões. Em último, estão as Classes D e E, com potencial de consumo de R$ 262,7 milhões.

Ainda de acordo com o estudo, Catanduva responde pelo 62º maior potencial de consumo de todo o território paulista, levando em conta os 645 municípios. Em meio à crise financeira provocada pela Covid-19, a cidade caiu quatro posições no ranking, na comparação com 2020. Quando analisados todos os municípios brasileiros, Catanduva aparece em 198º lugar.

O secretário municipal de Desenvolvimento, José Rodrigo Sanches, destaca que com a imunização avançando, a retomada da economia também engrenará.

“Estar entre os 100 maiores potenciais de consumo, considerando os 645 municípios paulistas, é um indicador positivo. O cenário não é propício, é um cenário adverso, um cenário de crise econômica, crise da Covid-19, crise dos postos de trabalho e Catanduva segue firme. Somos otimistas a ponto de termos a convicção de que Catanduva, daqui para a frente, estará potencializando essa retomada”, expõe.

No top 5 dos municípios paulistas, levando-se em conta o potencial de consumo, estão São Paulo (R$ 397,5 bilhões), Campinas (R$ 37 bilhões), Guarulhos (R$ 35,1 bilhões), Ribeirão Preto (R$ 25,7 bilhões) e São Bernardo do Campo (R$25,2 bilhões).

CONSUMO EM ALTA

Após um ano marcado por prejuízos irreparáveis na maior parte dos setores econômicos do Brasil, o consumo das famílias deve recuperar parte do seu fôlego e movimentar cerca de R$ 5,1 trilhões ao longo deste ano, segundo o IPC Maps. Isso representa aumento de 3,7% em relação a 2020, a uma taxa também positiva de 3,17% do PIB.

Segundo Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela pesquisa, o crescimento esperado é satisfatório, já que as perdas registradas em 2020, em função do isolamento social imposto pela pandemia, vão demorar para ser esquecidas. “Aos poucos, os brasileiros tentam voltar à rotina normal, e é isso que estimulará o consumo em 2021”, aposta.