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Morte do cãozinho Nestor causa comoção em Catiguá e termina em briga na Justiça

Foram quatro dias de buscas inclusive em áreas de mata fechada

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Foto: ARQUIVO PESSOAL - Nestor desapareceu no trajeto de volta do pet shop, após acidente de trânsito com a moto que o transportava

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

Foram 2 anos e 7 meses de convivência e amor, até que o cãozinho Nestor desapareceu depois de ser levado para o banho em um pet shop, no dia 12, em Catiguá. O sumiço comoveu populares e muitos se lançaram nas buscas, inclusive em áreas de mata fechada do município.

Depois de quatro dias, o Nestor foi encontrado morto em uma chácara. “Procuramos em toda a redondeza, manhã, tarde, noite e até de madrugada”, conta Aparecida Piacci, ainda em luto pela perda do animal de estimação.

Em meio ao desespero, a família chegou a oferecer recompensa de R$ 500 para quem o encontrasse. “Ele era para mim um neto, o sofrimento é grande.”

A família Piacci afirma que a responsável pelo pet shop levou horas para comunicar o desaparecimento.

“Todos esses dias de busca, ela não atendeu as minhas ligações. Não me respondeu. Não a vi nenhuma vez durante as buscas”, critica.

Pelos relatos, o shih tzu teria fugido quando a motocicleta do pet shop que fazia o transporte se envolveu em um acidente de trânsito. Dois cães da família eram transportados, mas apenas a fêmea chegou em casa. A condutora teria tentado resgatar o cachorro, mas perdeu ele de vista.

A partir daí, os depoimentos da família e da responsável pelo estabelecimento, Karina Paulino, vão em linhas opostas. Aparecida garante que ela sequer foi até a casa deles para conversar. Já a empresária diz que relatou o ocorrido e se prontificou a ajudá-los, que procurou Nestor pelo bairro e, durante a tarde, com a ajuda do marido e cunhado, fez buscas mais distantes.

Em nota divulgada nas redes sociais, Karina afirma que entrou em contato com os donos no dia dos fatos e pediu uma foto para divulgação.

“As buscas pararam somente às 19h17, quando não tiveram nenhum sinal”, assegura. Ela própria teria registrado a ocorrência na Polícia Militar.

“Existem alegações que foi por falta de comprometimento do pet para com os donos e principalmente com o animal, existem alegações que não houve interesse da parte do pet em resolver a situação, de que a responsável não se disponibilizou em ajudar. Porém são alegações todas falsas, houve sim uma falha muito grande pela fuga do Nestor, deixamos claro que era uma vida e que ela tinha importância sim. Porém, foi uma fatalidade”, declarou.

Além do desfecho trágico, o caso deve ter sequência nos tribunais. “Estamos com advogado no caso, torcendo pela Justiça”, disse Aparecida.