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Consumidores reclamam de preços dos itens que compõem a Ceia de Natal

Aves, produtos de hortifrúti, panetones e bebidas apresentaram aumento significativo

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Foto: O REGIONAL - Entre as aves natalinas, o peru deflacionou 12,74 % no acumulado do ano

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local
Publicado em 25/12/2021

A maioria dos entrevistados pelo Jornal O Regional alegou insatisfação com o preço dos alimentos que compõem a tradicional ceia de Natal. As aves natalinas, produtos hortifrutigranjeiros, panetones e bebidas apresentaram aumento significativo.

A aposentada Maria Antônia Franco, de 62 anos, relatou que devido ao aumento de preços em produtos de Natal, a despesa será dividida. “Nesta época, os produtos da ceia de Natal costumam ficar mais caros, por isso, este ano decidi dividir as despesas com os meus filhos para conseguirmos fazer uma ceia.”

De acordo com a Associação Paulista de Supermercados (APAS), os cortes suínos são opção econômica para ceia de Natal. Com deflação acumulada de 6,36% no ano e de 6,65% nos últimos 12 meses, os cortes suínos têm se caracterizado como alternativa às carnes bovinas, que mesmo com deflação de 0,68% em novembro, acumulam alta de 12,28% este ano.

Dentre as aves natalinas, o peru deflacionou 12,74 % no acumulado do ano. O frango, em virtude do alto preço da carne vermelha, dos elevados custos das commodities utilizadas como ração animal e do aumento no valor da energia elétrica - importante insumo da avicultura, apresenta elevação de 33,87% em relação ao Natal do ano passado, mas ainda foi uma opção atrativa por ser um produto mais em conta que o Chester e o Peru.

Aqueles que gostam de uma mesa de frutas também se assustaram com o preço. “Sempre uso uma louça decorativa com frutas na mesa de Natal, mas este ano infelizmente vou fazer somente os pratos tradicionais. É um absurdo pagar quase R$ 9 no quilo da uva, R$ 6 no quilo do pêssego e por aí vai... prefiro evitar o gasto extra”, relatou Francisca do Carmo, costureira.

Pesquisa da APAS aponta que os hortifrutigranjeiros apresentaram deflação de 0,61% em novembro. No acumulado do ano, entretanto, os itens registram alta de 1,73%. Quem ajudou a puxar os preços para baixo foram os legumes, com deflação de 9,26% no mês.

Outros dois itens que apresentaram alta foram os panetones e bebidas. Em virtude da alta inflacionária, da cotação no preço internacional do trigo e por conta do aumento da demanda, os produtos subiram entre 20,95% e 29,03%, de acordo com a marca do fabricante.

Na categoria de bebidas alcóolicas, a cerveja, com inflação de 1,99% em novembro, é apontada como o item que irá liderar as vendas supermercadistas durante as festas de fim de ano: 20% do volume no Natal e 15% no Ano Novo.

As bebidas não alcoólicas apresentaram inflação de 0,94% em novembro e de 6,81%, no acumulado do ano. Um dos principais produtos da cesta que contribuíram para a elevação foi o refrigerante, que subiu 1,19% no mês passado.