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Cetesb diz que alta densidade de algas causou morte de peixes no Rio da Onça em Novais

Duas vistorias foram feitas por técnicos da agência após reportagem de O Regional

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Foto: José Alaor Gomes - Mateiro mostrou peixes agonizando e com ferimentos no Rio da Onça

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 15/11/2021

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – Cetesb informou esta semana ao Jornal O Regional que análises laboratoriais revelaram alta densidade de algas de fundo no Ribeirão da Onça, devido ao baixo volume do curso d’água em razão da estiagem que assolava a região em agosto. A ocorrência teria ocasionado a queda do oxigênio dissolvido na água e causado a morte de peixes.

Duas vistorias foram feitas por técnicos da agência após reportagem de O Regional revelar a mortandade de peixes no local, a partir de imagens registradas pelo mateiro José Alaor Gomes, morador de Novais. Na análise preliminar, os níveis de oxigênio estavam regulares e não foi identificado lançamento de efluentes. Foram coletadas espécies de peixes e amostra da água.

Nos vídeos veiculados nas redes sociais do jornal, Gomes mostrou peixes agonizando. "São toneladas de peixes. Nosso rio está morrendo. Como não se revoltar? É uma judiação. Para quem cresceu nadando nesse rio é de cortar o coração. Autoridades ambientais precisam nos dar respostas", desabafou, na gravação. Depois das primeiras chuvas, não houve mais mortes.