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Catanduva deve chegar a 2,3 habitantes por domicílio até 2050, indica Seade

Em média, em 2050, haverá uma pessoa a menos por moradia nas cidades paulistas

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Foto: ARQUIVO/O REGIONAL - Cenário atual, segundo o Seade, é de 42.317 domicílios ocupados em Catanduva

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

Resultados de pesquisa do Seade mostram que a projeção do número médio de habitantes por domicílio para o Estado de São Paulo mostra tendência de declínio, passando de 3,6, em 2000, para 2,5, em 2050. Isso representa aproximadamente uma pessoa a menos, em média, por moradia. No mesmo sentido, Catanduva passará de 3,3 para 2,3 no período.

Segundo o Seade, esse fenômeno está relacionado ao processo de transição demográfica, que desencadeou a queda da fecundidade, diretamente associada à redução do tamanho das famílias. Além disso, o envelhecimento populacional e as mudanças nos arranjos familiares também têm afetado essa tendência.

De acordo com o estudo, as projeções para os domicílios particulares ocupados indicam que o total atingirá 19,1 milhões de unidades em 2050, representando um adicional de 8,7 milhões desde o início do século XXI e média de 174,2 mil novos domicílios a cada ano.

Comparando-se com o período de 2000 a 2020, houve incremento de 4,9 milhões de domicílios, com acréscimo médio anual de 245 mil. Dessa forma, o volume de domicílios no Estado de São Paulo continuará crescendo até 2050, porém em ritmo menor.

Já Catanduva, segundo levantamento feito pelo Jornal O Regional na base de dados do Seade, deverá chegar ao ápice de domicílios particulares ocupados dez anos antes, 2040, com 46.881 unidades. A partir daí, a curva é descendente, com redução para 46.097 após uma década.

O cenário atual referente ao ano de 2020, segundo cálculos do Seade, indica 42.317 domicílios ocupados em Catanduva, com 2,77 habitantes por domicílio.

CONCENTRAÇÕES

Em 2021, o panorama municipal segundo o volume de domicílios apresenta configuração que reflete as grandes concentrações populacionais na Grande São Paulo e em seus prolongamentos nas regiões de Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos e Baixada Santista.

Além da capital, com 4,2 milhões de domicílios, destacam-se com maior volume os municípios de Guarulhos (450,3 mil), Campinas (420,5 mil), São Bernardo do Campo (284,6 mil), Ribeirão Preto (247,5 mil), Santo André (241,9 mil) e São José dos Campos (241,5 mil).

As maiores densidades domiciliares (habitantes por domicílios) concentram-se ao sul e sudeste do Estado, regiões com níveis mais altos de fecundidade e menor envelhecimento populacional. Já as menores estão nos municípios a noroeste, com baixos níveis de fecundidade e elevado envelhecimento. Os menores valores encontram-se em Álvares Florence e Turiúba (2,5 hab./dom.) e os maiores em Eldorado e Buri (3,1).