Um pouco sobre O Regional
O jornal O Regional teve seu primeiro exemplar lançado no dia 7 de outubro de 1971, na cidade de Catanduva. Seu fundador foi o advogado Warley Agudo Romão.
Algumas datas ajudam a contar essa história de evolução. No dia 2 de janeiro de 1974, O Regional adquiriu uma impressora de última geração, a máquina off-set Goss Community, que só quatro jornais brasileiros possuíam. Os outros três eram a Folha, o Estadão e o Jornal da Tarde. Uma transação milionária, realizada em 45 minutos e que até hoje repercute positivamente. No dia 11 de maio de 1975, O Regional lançou a sua edição piloto com impressão off-set. Um marco no interior paulista. Uma conquista de Catanduva, que pela primeira vez tinha um título com potencial de impressão em larga escala. Nesta época, assume o comando o empresário, advogado e jornalista Gerson José de Camargo Gabas.
A empresa não parou de evoluir, buscando acompanhar o crescimento da sociedade na qual estava inserida. No início da década de 90, os jornais brasileiros deixaram as páginas de duas cores e descobriram as milhões de matizes que incrementam uma notícia. Junto com as mudanças, em 7 de outubro de 1994, O Regional circulou com cores vivas.
Do “linotipo” ao computador
O jornal que começou sendo montado com linotipos foi crescendo, ganhando espaço e respeito. Mudou o sistema de impressão para off-set no começo dos anos 70 e, nos anos 90, procurou aderir às páginas coloridas, sempre acompanhando a evolução tecnológica e cumprindo o compromisso de levar aos assinantes um produto de primeira qualidade na informação.
Ao longo de sua história, O Regional se firmou no jornalismo em razão da seriedade com que trata os clientes, anunciantes e leitores. É uma empresa familiar, que tem os pés no chão e por isso mesmo não admite “aventuras”, sempre tendo o objetivo de oferecer um produto cada vez melhor para os leitores de Catanduva e região.
Para seus leitores, o Regional exerce um papel importante, lançando novas idéias e defendendo a maior de todas elas: a Democracia. O leitor que mantém o primeiro contato com O Regional se apaixona. É paixão à primeira leitura. Paixão que se repete ao longo de 36 anos.
Registro histórico
A cada dia aumenta mais nosso compromisso. O Regional assume o papel de ser um jornal que é um verdadeiro registro histórico, que permite revelar a identidade de nossa gente, nossa cultura, nossos hábitos, nossa história.
Filiado à ANJ
No interior de São Paulo há 436 jornais filiados à Associação dos Jornais do Interior (Adjori) e O Regional é um deles. Já a ANJ - Associação Nacional dos Jornais congrega apenas 31 seletas publicações no Estado de São Paulo, e O Regional, orgulhosamente, está incluído nessa lista. Não é o acaso que leva à lista da ANJ, mas a história de independência de uma publicação. Um jornal para fazer parte de uma entidade com esta dimensão, precisa mostrar para que veio, precisa conquistar o respeito de seus leitores e precisa provar, para jornalistas de todo o País, que se compromete apenas e exclusivamente com a comunidade na qual está inserido.
Tanto a Adjori quanto à ANJ afirmam que 54% dos leitores de jornal, no interior paulista, lêem somente o jornal da sua cidade, contra 11% que só lêem jornais da capital. Entre os leitores, 35% são assinantes de jornais da capital e também do local. A Adjori informa que a tiragem média dos jornais do interior paulista é de 3.900 exemplares, e faz as seguintes contas em seu Anuário de 1998: “Considerando-se as tiragens dos jornais Folha e Estado, da capital, e dividindo-se pelos 625 municípios paulistas, a distribuição média em cada município seria de 353 e 228 exemplares, respectivamente. Porém, a maior parte da tiragem de ambos (51%) é destinada ao público da capital. Dos 49% restantes, 30% são destinados ao interior e 19% vão para outras capitais e para cidades do interior de outros estados. Assim, conclui-se que a tiragem de um jornal do interior paulista, na sua própria cidade, é 11,04 vezes maior que o da Folha e 17,10 vezes maior que a do Estado”.
Esse crescimento dos jornais estaria diretamente ligado ao poder econômico do interior paulista, que tem taxas de crescimento e indicadores sociais comparados aos de países desenvolvidos. No caso específico de O Regional, o segredo do sucesso está na escolha do caminho seguido pela direção e redação: a mesma senda do grande jornal. Assim, O Regional luta para manter e ampliar sempre sua base de assinantes, de modo a ser financiado pelo único patrão que merece ser bem servido no jornalismo ético: o leitor.
Isto exige bom planejamento administrativo na estratégia de relacionamento com assinantes antigos e novos e bom produto final, porque o leitor dará preferência ao jornal bem feito, sério, isento, independente, que está a serviço da comunidade e não deste ou daquele grupo de poder.
Os episódios que marcaram a história da cidade e região estão em nossos arquivos
1971
No ano inaugural de O Regional, duas tragédias ganharam espaço em nossas páginas: o incêndio em loja de tecidos em outubro, no dia 23 de outubro, e enchente que isolou uma importante área comercial exatamente no dia 25 de dezembro.
1972
No ano seguinte, uma ótima notícia foi comemorada em nossas páginas. Era inaugurado o conjunto esportivo do Sesc Catanduva. O Serviço Social do Comércio só se instalava em cidades de grande porte. Catanduva tinha um diferencial: sua força política.
1973
Em 1973, O Regional mostrou o luto que cobriu a população de Catanduva com o falecimento do maior benfeitor da história desta cidade: Monsenhor Albino Alves da Cunha e Silva, o homem que dividiu a nossa história. Depois dele, a cidade se ergueu.
1974
O Regional adquire o sistema de impressão off-set, de última geração: a máquina Goss Community passou a existir somente em quatro jornais brasileiros. Os outros três eram: a Folha, o Estadão e o Jornal da Tarde.
1975
A TV Catanduva - Canal 4 virou uma realidade no ano de 1975. Coligada ao jornal O Regional, foi o primeiro grande esforço da cidade região para manter um canal de televisão ligado com os acontecimentos de nossa gente.
1976
Mais um fato marcante para toda a cidade de Catanduva. Tinham início as obras do Hospital São Domingos, que hoje se constitui em um centro de referencia na área de cardiologia em todo o País.
1977
O Regional dava espaço para a aprovação do divórcio no Brasil, o tema com maior grau de polêmica da história política nacional. O tema se arrastou por quase duas décadas e foi rejeitado inúmeras vezes, em resposta à pressão da Igreja Católica e de outros setores conservadores.
1978
O jornal se unia a um esforço internacional de combate à Pólio. Graças à cobertura dinâmica da mídia, em 1978 o Brasil registou elevação dos percentuais de cobertura vacinal, que em 1975 eram de apenas 20%. O Brasil começava a caminhar rumo ao Certificado Internacional de Erradicação.
1979
O Regional denunciava, naquela época, o déficit habitacional de Catanduva, que se ampliou consideravelmente ao longo dos últimos anos. Em 1979, o governo abria inscrições para o conjunto habitacional Cecap. Em apenas dois dias, 2.129 inscritos.
1980
Uma notícia jubilosa para área da Cultura. Era inaugurado o Teatro Municipal, uma das mais importantes obras do governo de Warley Agudo Romão. O Teatro nasceu com traços modernos e ainda hoje se constitui em um dos mais belos espaços da cidade.
1981
O esporte também ganhava destaque em nossas páginas. O país formava a sua seleção de ouro do basquete feminino. E Catanduva estava em todas as posição, a começar pelo comando técnico, com Ferreto. Na quadra, a futura rainha Hortência e várias jogadoras do Higienópolis.
1982
No ano da enchente que se constitui em uma das maiores feridas da alma de Catanduva, outros fatos ganharam destaque, como o vendaval que destruiu a cobertura da Usina Catanduva. O Regional cobrou ações da Prefeitura no combate às enchentes.
1983
Pela primeira vez, O Regional alertava a comunidade: Existia risco de desativação do Sesi – Serviço Social da Indústria, que mantinha uma escola no Jardim Soto. Esse risco sempre pautou reportagens que cobravam da Prefeitura uma postura de defesa do Sesi.
1984
Mais um tema latente, que ainda hoje aflige Catanduva, era destaque em O Regional: a Associação Comercial e Industrial impetrava ação judicial contra os altos valores do IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano.
1985
Catanduva chorava a morte de Carlos Machado, um dos maiores nomes da vida pública de Catanduva. A manchete de O regional - “No coração do povo e nas mãos de Deus” – narrava a história do homem que empresta o nome à tribuna do Legislativo catanduvense.
1986
Duas notícias importantes para Catanduva e toda a região: a rádio Ondas Verdes Fm era inaugurada com festa. A duplicação da rodovia Washington Luiz era incluída no orçamento estadual. A rádio e a rodovia ainda hoje são motivos de orgulho para todo o interior paulista.
1987
O Regional, que sempre se posicionou em defesa do crescimento industrial de Catanduva, comemorava em manchete: “Subestação dobra potência com aquisição de transformador”. Era a notícia que assegurava a maior produção energética, tema que sempre preocupou todos os moradores desta cidade.
1988
Em 1988, O Regional acompanhou todos os desdobramentos de uma polêmica deflagrada de forma correta pelo tenente coronel Adalberto Gomes da Silva, comandante do Corpo de Bombeiros no interior paulista. Ele dizia que as instalações dos bombeiros em Catanduva não serviriam nem para o seu cachorro. No mesmo ano, a Prefeitura “invadia” terras da família Gavioli, em uma ação de desapropriação que ainda hoje se arrasta na Justiça.
1989
A Prefeitura de Catanduva lançava um dos mais ousados projetos habitacionais da história do município: o loteamento Solo Sagrado. Milhares de lotes foram vendidos a preços simbólicos à população de baixa renda. Na segunda etapa, mais 1.600 lotes.
1990
O distrito de Elisiário conseguia, enfim, a sua emancipação e se tornava município. O jornal O Regional mostrou todas as etapas do movimento de moradores de Elisiário, que cortaram o cordão umbilical que mantinha a localidade com a cidade de Catanduva.
1991
“Prefeito, não destrua a Praça 9 de Julho”. Com essa manchete, O Regional se opunha veementemente ao projeto de alteração de uma das praças mais bonitas da cidade. Graças ao jornal, o Terminal de Ônibus Urbano mudou para o Parque das Américas. Os vereadores deram o nome de “Gerson Gabas” ao terminal, pela postura combativa deste jornal.
1992
Ao mesmo tempo em que denunciava as agressões ao meio-ambiente, o jornal O Regional enaltecia ações no sentido contrário. O ano de 1992 era marcado por um grande projeot de preservação ambiental, quando Cocam para anunciou que não poluiria mais o ar.
1993
Uma boa e uma má notícia marcaram a gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo. Em 1993, com ações concretas da Prefeitura, a cidade se integrava à telefonia móvel. Naquele mesmo ano, em 7 de setembro, um incêndio na Prefeitura ainda hoje é marcado por muitas dúvidas.
1994
Mais um alerta nas páginas de O Regional: risco de intervenção na Prefeitura. Novamente, o mesmo motivo: desapropriações irresponsáveis do governo municipal, Desta vez, uma área de terra da avenida José Nelson Machado.
1995
Dois fatos marcaram a cidade. A ameaça de Dengue, com a descoberta do primeiro caso, uma doença que jamais deixou de preocupar os catanduvenses. Naquele mesmo ano, a Net-Brasil lançava a Net-Catanduva.
1996
Duas notícias marcaram para sempre o jornal O Regional. Mais de 60 mil pessoas se reuniram no show do ano da Rádio Ondas Verdes, demonstrando o alcance e a importância desta emissora para a cidade. Em seguida, o impacto negativo da morte do jornalista Gerson José de Camargo Gabas, assassinado em uma troca de tiros com bandidos que invadiram a sua residência.
1997
A postura de defesa da comunidade foi o maior legado de Gerson Gabas. Seguindo o caminho traçado, no ano seguinte O Regional denuncia o estado lastimável da Estação Rodoviária, que ainda hoje tenta se reerguer e receber com dignidade as pessoas que desembarcam em Catanduva.
1998
O Regional sempre mostrou, com o mesmo destaque, o que aflige e o que conforta a cidade de Catanduva. Em 1998, mais uma vez a cidade se mostrava atraente para investimentos e a Caixa Econômica federal inaugurava uma moderna agência na região central.
1999
Ao longo de nossa história, registramos a evolução da história da Fafica (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras), que hoje se constitui em um Instituto Municipal de Ensino Superior. Em 99, chegava um novo curso superior, há muito reivindicado pelos jovens da cidade: Odontologia.
2000
Catanduva, finalmente, alcançava números e indicadores suficientes para receber a maior e mais simbólica marca de um planeta globalizado: o Mac Donald's. A rede de fast-food se instalava no Garden Catanduva Shopping, que hoje padece de ações de marketing para atrair novos consumidores.
2001
A Prefeitura de Catanduva ganha um dos três selos “Prefeito Empreendedor”, conferidos pelo Sebrae a iniciativas que ampliam a geração de empregos e o desenvolvimento de renda familiar. Vários projetos sociais do governo municipal viram referências no Estado. Cai a mortalidade infantil e a cidade ganha projeção nacional.
2002
Depois de três décadas sem representação parlamentar em Casas Legislativas de alta projeção, enfim Catanduva elege a psicóloga Beth Sahão, então chefe de gabinete de seu irmão e prefeito Félix sahão Júnior, deputada estadual. Quatro anos depois, sua legenda envolveu-se em uma série de escândalos e a votação de Beth não a reconduziu à Assembléia Legislativa.
2003
A Unidade de Terapia de Queimados (UTQ) do Hospital Padre Albino se transforma em referência nacional no tratamento de todos os tipos de queimadura. A unidade passa a receber pacientes dos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
2004
O governo municipal do petista Félix Sahão Júnior se arrasta para um desfecho melancólico. Sem dinheiro em caixa para pagar as contas de luz e de telefone, a Prefeitura vê esses serviços são cortados. Na área empresarial, Catanduva perde para Santa Adélia a corrida para montar um Terminal Exportador de Açúcar. A Associação Comercial, que havia conseguido apoio financeiro de várias empresas, devolve o dinheiro.
2005
Afonso Macchione Neto (PSDB) assume a Prefeitura, anuncia um governo “não populista” e inicia uma série de ações que promovem grande desgaste da Prefeitura junto à comunidade. A principal delas foi rasgar as promessas de campanha, aumentando a água em 120% e cortando o fornecimento de munícipes inadimplentes. A Dengue atinge números recordes e os projetos sociais, que marcaram positivamente o governo do PT, diminuem.
2006
Duas boas notícias: as Faculdades da Fundação Padre se integram (Unifipa) e começam a caminhar rumo à primeira universidade de Catanduva e Prefeitura, por força de legislação federal, promove esforços para produzir o primeiro Plano Diretor Urbano, principal instrumento de organização de uma cidade. Os últimos ajustes do PDU foram realizados nesta sexta-feira na Câmara. Na próxima terça-feira, 10 de outubro, prazo final para aprovação, o projeto de 252 artigos será votado em Catanduva. A cidade, enfim, começa a discutir o seu futuro.






