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MAS DEVE SUBIR

Na vizinha São José do Rio Preto, litro do combustível é vendido, em média, a R$ 1,29

sexta, 03 de julho de 2009, 17:50
Por: Lívia Gandolfi

O Regional

Os motoristas que têm carro movido a álcool devem aproveitar, pois o combustível deve ficar mais caro nos próximos dias.
A última pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana do dia 21 a 27 de junho, mostra que o litro do álcool era vendido, em média, a R$ 1,13. O preço mais barato era R$ 1,09 e o mais caro, R$ 1,15. O mesmo levantamento apontou que na vizinha São José do Rio Preto, na mesma semana, o álcool era comercializado a R$ 0,98 o litro.
Já uma pesquisa realizada nesta semana, em postos de Rio Preto, mostra que o preço mais praticado passou de R$ 0,95 para R$ 1,29, o que representa um reajuste de 36%.
A reportagem de O Regional visitou alguns postos de combustíveis de Catanduva e constatou que, em média, o álcool continua sendo vendido a R$ 1,13.
De acordo com o Roberto Uehara, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Sincopetro), o álcool deve ser reajustado também em Catanduva.
“As usinas aumentaram os preços e, como consequência, as distribuidoras também. Por isso, não tem como comprar o álcool mais caro e continuar vendendo pelo mesmo preço. Ou aumentamos esse valor ou fechamos os estabelecimentos”, destaca.
Toda semana, segundo ele, os proprietários dos postos recebem o álcool com um novo preço. Na manhã de ontem, uma nova carga chegou, 23% mais cara.
“Antes das sucessivas altas, comprava o álcool por R$ 0,86 e vendia por R$ 0,99. Agora, compro por R$ 1,02 e tenho que vender por R$ 1,29. A margem de lucro é muito pequena”, afirma.
Uehara fez um levantamento, através da ANP, na manhã de ontem, e constatou que apenas cinco de 100 cidades pesquisadas continuavam vendendo o álcool abaixo de R$ 1.

DESEQUILÍBRIO DO MERCADO

Todo esse desequilíbrio tem duas explicações, segundo o presidente do Sincopetro.
A primeira delas é a situação desastrosa em que se encontram algumas usinas, que não conseguem honrar seus compromissos devido às dificuldades financeiras. Por isso, precisam fazer caixa de alguma forma.
“Além disso, existem muitos problemas, como a compra de álcool direto da usina, o que é proibido, postos comprando combustíveis sem nota fiscal”, enumera o presidente do sindicato.

REGIÃO DE USINAS

Embora tenhamos as usinas ‘no quintal de casa’, isso não tem contribuído para que o álcool seja vendido com preço menor na cidade. E o presidente do Sincopetro explica o porquê.
“As pessoas falam sem conhecimento de causa. O etanol atende uma lei de mercado. O número de usinas não interfere no preço”, finaliza.

OUTROS NÚMEROS

Os levantamentos semanais do indicador Cepea/Esalq mostram que o preço do etanol no mercado paulista vêm subindo, consecutivamente, desde a semana entre 8 e 12 de junho.
Naquele período, o litro do etanol hidratado combustível ficou em R$ 0,5909/litro (sem impostos), elevação de 1,69% sobre o do período anterior. O etanol anidro combustível ficou em R$ 0,6818/litro (sem impostos), alta de 1,52% frente ao anterior. O último levantamento, do dia 30 do mês passado, mostra o etanol hidratado combustível em R$ 0,6456/litro (sem impostos), elevação de 6,04% sobre o do período anterior. Já o etanol anidro combustível ficou em R$ 0,7235/litro (sem impostos), alta de 4,2% frente ao anterior.

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