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Diante do quadro deficitário que se apresenta o ensino no País, surgiram propostas para mudar o que se mostra, umas mais capciosas que as outras. Uma resposta que nos parece óbvio, e vêm os ‘entendidos do assunto’ querendo fantasiar uma situação. Depois dos resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira), eis que as discussões tornaram-se acaloradas. Uma delas, e que muito chamou atenção, é quanto ao ensino médio, o maior desafio do País, na opinião do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. A primeira explicação apresentada por ele é o grande número de matérias obrigatórias - atualmente são 13. Justifica como sendo uma sobrecarga muito grande ao aluno, que não contribui para formá-lo melhor, principalmente nas matérias principais como português, matemática e ciências. Em resposta a esse diagnóstico, o ministério decidiu mandar à apreciação do Conselho Nacional de Educação uma proposta que diminui o número de disciplinas do currículo. O secretário de Educação Básica, César Callegari, diz que o modelo será finalizado neste ano e deve prever organização similar a do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Na prova, as questões são distribuídas em quatro áreas: ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática. Em ciências humanas, por exemplo, há conteúdos de história, geografia, filosofia e sociologia. Uma questão que ninguém levou em conta é quanto a quem oferece o conteúdo aos alunos, ou seja, os professores, que continuam sendo tratados muito mal, ganhando salários risíveis, que não inspiram ninguém a se esforçar. Muitos garantem o básico, o arroz com feijão, e o professor que se mete a fazer algo diferente, logo é pichado pelos próprios colegas, que o acusam de traição para com a categoria. Esse profissional tem de ganhar bem, para ser cobrado na mesma intensidade; a vida dos nossos filhos é deixada à mercê dele, esperando que preparem o aluno para o mundo, para se dar bem naquilo que pretende seguir. Não precisa trocar grade nada, apenas que o respeite, na medida das suas necessidades. Ele precisa ir para a sala de aula tranquilo, ciente de que o que ganha cobre suas contas. Basta de migalhas. É tão simples, mas tão complicado...
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