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Opnião

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Editorial: O ensino em foco

Melhorar a qualidade do ensino no País, através investimento público, ao mesmo tempo em que passa a oferecer mais vagas em cursos técnicos e discute a redução das taxas de reprovação no ensino fundamental e aumento das matrículas nas universidades públicas. Estas são algumas das propostas do Plano Nacional de Educação (PNE), enviado ao Congresso Nacional. Depois de toda a vergonha apresentada, com cursos abaixo da media nacional, alunos de cursos elitistas reprovando em questões básicas e fechamento de alguns cursos, estava mais do que na hora de buscar melhorias para o setor. Afinal, nem só de críticas se sobrevive. Não é apontando o dedo que a situação irá mudar, mas sim discutindo medidas e melhorias para o setor. Para isso, é preciso ter muito discernimento e não chegar com duas pedras na mão. Afinal de contas, hoje não se pode condenar este ou aquele curso, todos estão em situação periclitante e até mesmo dos que menos se esperava queda no rendimento, o resultado foi vexatório. O PNE estabelece 20 metas educacionais que devem ser alcançadas pelo país no prazo de dez anos. As alterações mais significativas feitas pelo relator da matéria, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), se referem a metas de acesso ao ensino técnico e profissionalizante, redução das taxas de reprovação no ensino fundamental e aumento das matrículas nas universidades públicas. Hoje a União responde por cerca de 20% dos recursos aplicados em educação e o restante é repartido entre estados e municípios. Boa parte das 3.000 emendas apresentadas ao projeto de lei pedia a alteração do patamar de investimento para 10% do PIB. O índice também é defendido por outras entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além do Conselho Nacional de Educação (CNE). Estudos coordenados pela Campanha Nacional pela Educação e outros especialistas em financiamento educacional indicavam que esse patamar seria o mínimo suficiente para cumprir as metas previstas no PNE. A partir de agora os parlamentares terão, ainda, cinco sessões para apresentar emendas, as quais depois de aceitas e votas, passam a reger o PNE. A questão merece atenção e que os especialistas em educação acompanhem bem de perto, para que amanhã não nos decepcionemos ainda mais com os resultados dos cursos e os alunos não aleguem falta de investimento, como desculpa para os índices vexatórios da qualidade do ensino no País.

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