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Opnião

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Editorial: Revendo conceitos

Depois dos resultados vexatórios obtidos em provas aplicadas para avaliar a qualidade dos alunos em determinados cursos, e por conseqüência os cursos, o Ministério da Educação decidiu cumprir o seu papel e determinar o fechamento de vagas daqueles que deixaram a desejar. Com certeza vão pensar duas vezes antes de encherem as classes novamente, oferecerem um ensino de baixa qualidade e esperar pelo reconhecimento. Na verdade, nem é isso que buscam, mas sim retorno financeiro e quando a questão envolve dinheiro, tende a desrespeitar aquele que paga com sacrifício pelo curso. E olha que não são baratos; aliás, educação no Brasil é tratada a peso de ouro, porém a recíproca deixa a desejar. Paga-se muito por algo não satisfatório, cujo resultado aparece quando as provas são aplicadas. Alia-se a isso aqueles alunos que somente buscam um diploma, sequer vão exercer a profissão, e que acabam prejudicando quem segue à risca as determinações. As reduções dessa vez atingem os cursos de Biomedicina, Fisioterapia e Nutrição. A relação com todos os cursos que perderam as vagas foi publicada na edição desta quinta-feira do “Diário Oficial da União”. Todos tiveram índice 1 ou 2 no CPC (Conceito Preliminar de Curso) de 2010. Esse índice tem escala de 1 a 5 e avalia especificamente os cursos --e não as instituições. São levados em conta a nota dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), a infraestrutura e a titulação dos professores. Os maiores cortes anunciados ontem foram nos cursos de Fisioterapia, que perderão 1.211 vagas a partir do próximo ano letivo. Desse total, 527 estão em universidades ou centros universitários e as demais, 684, são faculdades, escolas ou institutos. Em 2012, pelo que se apresentam as iniciativas, a situação dos cursos vai mudar muito e a escola que quiser manter curso funcionando terá de pensar mais em qualidade.

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