Catanduva, quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Peneira Fina

peneira 01/12/2016

peneira 01/12/2016

publicado em 01/12/2016 às 07:45

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Equivoco
O deputado federal Sinval Malheiros Pinto Junior (PTN) disse ter se equivocado quanto a votação da polêmica emenda que impõe limitações e as respectivas punições a magistrados e membros do Ministério Público. Depois de votar sim à emenda, o deputado de Catanduva redigiu um pedido de retificação de voto para que contasse em ata que sua intenção na verdade era votar não. Na carta Malheiros diz acreditar não ser o momento de discutir a liberdade de atuação do Judiciário e do Ministério Público, defendeu os integrantes da Operação Lava Jato e concordou que a discussão no momento em que aconteceu, literalmente na ‘calada da noite’, não seria democrática e tampouco transparente.
Um equÍvoco
Muito se discute depois da votação da madrugada de ontem, dia 30, se está certa ou errada a decisão da Câmara dos Deputados (cabe lembrar que o texto ainda precisa ser votado no Senado). Aqueles que concordam com a Câmara alegam que os juízes e promotores não podem estar acima da lei. E aqueles contrários alegam que o Legislativo estaria tentando impor uma mordaça ao Judiciário. 
Ponderação
Na verdade, o equivoco maior talvez seja a falta de ponderação. Claro que juízes e promotores não estão acima da lei, eles existem para fazer cumprir a lei e devem sim ser punidos se cometerem atos de corrupção, dentro das mesmas regras impostas aos membros do Legislativo e do Executivo, por exemplo. Neste caso não há de se falar em mordaça, mas simplesmente em igualdade, um dos pilares da democracia.
O povo
O fato é que o povo está farto de corrupção. E esse sentimento tem endereço certo e o foco não é o judiciário, por hora. Os parlamentares eleitos pelo povo precisam entender que estão eleitos em primeiro lugar para conduzir o País ao desenvolvimento e depois para representar seus eleitores. Que cada um faça a sua reflexão se está cumprindo seu papel e de outro lado que o povo saiba avaliar. Enquanto isso a próxima eleição se aproxima.
Falando nele
E por falar no deputado federal Sinval Malheiros, o partido do parlamentar médico mudará de nome no próximo dia 10. O que hoje é Partido Trabalhista Nacional (PTN) passará a denominar-se ‘Podemos’. A presidente nacional do partido, deputada federal Renata Abreu, já distribui os convites para o evento que será realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo.
Na capital
Também na capital do Estado começa a andar o processo para liberação de recursos para as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs). O imbróglio envolvendo o formato do documento que possibilita a disponibilização de recursos criou uma grande dor de cabeça para familiares das pessoas atendidas e também para os dirigentes das entidades que prestam um serviço excelente e reconhecido pela sociedade. 
Inadimplência
Pelo jeito não é só em Catanduva que a inadimplência da prefeitura com a empresa responsável pela coleta de lixo e limpeza urbana é um problema. De acordo com a ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais a inadimplência das Prefeituras junto às empresas atingiria R$7,56 bilhões. A falta de pagamentos já teria provocado demissões de 9 mil pessoas.
Inaugurou
O prefeito Geraldo Antonio Vinholi (PSDB) fez até inauguração para a reabertura do Restaurante Popular Francisco Almendros que passou mais de 40 dias fechado. Bem, se troca de administradores for motivo para inauguração agora, vai ter bastante em qualquer governo. “Reinauguramos o Restaurante Popular hoje com uma nova Administradora, ambiente reformado para dar mais conforto para quem almoça e comida de qualidade. Almoçamos, vistoriamos os equipamentos, a higiene, e a equipe devidamente uniformizada. Tudo aprovado com qualidade”, publicou Vinholi no Facebook com direito a foto almoçando com o filho, o suplente de deputado Marco Vinholi.
Reforma
Na postagem o prefeito, de certa forma, tenta justificar a reinauguração dizendo que o local foi reformado. Curiosamente, as cores escolhidas foram as mesmas que ensejaram ação civil pública que tramita na Justiça: azul e laranja. O problema que é apontado na ação é que Vinholi teria se utilizado dessas cores nas campanhas eleitorais anteriores a de 2016 e essa coincidência poderia consistir em improbidade administrativa. Além dos detalhes nas paredes, o mobiliário e alguns utensílios também são das cores azul e laranja.
Pagamentos I
O prefeito Geraldo Vinholi quebrou ordem cronológica de pagamento nesta semana para mais uma série de pagamentos. Além dos mais de R$ 500 mil pagos à empresa responsável pela coleta de lixo, a prefeitura também pagou valores devidos a empresa responsável pela administração do cartão de abastecimento de combustíveis.
Pagamentos II
A manutenção de fontes e espelhos d´água também foi considerada por Vinholi como “despesas inadiáveis e imprescindíveis ao prosseguimento das ações governamentais, objetivando a continuidade de serviços públicos essenciais”. O prefeito quebrou ordem cronológica para pagar valores devidos à empresa contratada para prestar esse serviço desde o mês de agosto. A subvenção devida à Associação das Senhoras Espíritas de Catanduva desde o mês de setembro também foi paga com quebra de ordem de pagamentos.

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