Catanduva, quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Política e Economia

Malheiros fala em equívoco em voto sobre punições a juízes e MP

Depois de votar ‘Sim’ à emenda ao projeto de lei 4850/2016 que impõe uma série de punições, o deputado pediu a retificação de voto

publicado em 01/12/2016 às 07:45

imprimir

SINVAL Malheiros pediu retirificação do voto

SINVAL Malheiros pediu retirificação do voto

Nathália Silva
Da Reportagem Local

Depois de votar ‘Sim’ à emenda ao projeto de lei 4850/2016 que impõe uma série de punições a juízes e do Ministério Público (MP), o deputado federal Sinval Malheiros Pinto Júnior (PTN) pediu a retificação de voto para constar que sua intenção é votar ‘Não’.
O projeto de lei originário da iniciativa popular com propósito de criar medidas de combate à corrupção foi modificado e votado na madrugada da quarta-feira, dia 30. Dentre os itens incluídos no texto estão as propostas do deputado Weverton Rocha (PDT-MA) que pretende a responsabilização de juízes e de membros do Ministério Público por crimes de abuso de autoridade, dentre os quais “a atuação com motivação político-partidária”.
Até a tarde de ontem, Malheiros constava como um dos 313 deputados federais que aprovaram a emenda. Um pedido de retificação foi protocolizado na Câmara dos Deputados no final da tarde de ontem. O parlamentar justificou a decisão.
“É preciso haver um debate em torno do tema - crime de responsabilidade e abuso de autoridade para juízes e promotores -, porém o momento é completamente inoportuno, já que aparenta uma retaliação à Operação Lava Jato. A Operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve e merece todo o apoio do Poder Legislativo. Assim como merece nosso apoio, nosso respeito e nosso reconhecimento o escritor, professor universitário e magistrado Sérgio Moro, juiz federal que hoje tem projeção internacional graças a seus julgamentos coerentes dos crimes identificados na Operação Lava Jato”, explicou o deputado na carta ao presidente da Câmara Rodrigo Maia.
Malheiros ainda alegou que o momento em que o texto foi votado, na madrugada após o acidente aéreo que matou 71 pessoas incluindo jornalistas e o time da Chapecoense, não seria o indicado para a transparência das ações do Legislativo.
“As votações que adentram a madrugada, distantes dos democráticos holofotes da mídia nacional, dificultam a ação dos parlamentares, principalmente dos que cumprem primeiro mandato e podem incorrer em erros e equívocos. Este meu relato ilustra essa realidade. A sessão extraordinária número 313 teve início às 00h12 e a votação desta emenda se deu na madrugada de hoje (30), situação que não contribui com a transparência desta Casa de Leis”, concluiu o deputado ao justificar o pedido de retificação de voto.

0 Comentário(s) + Escrever Comentário

NINGUÉM COMENTOU AINDA

acompanhe O REGIONAL

edição digital