Catanduva, quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

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Macaco Com Febre Amarela Morre e Deixa Cajobi em Alerta

Crianças, jovens e adultos devem se vacinar contra a doença

publicado em 27/11/2016 às 07:45

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Cíntia Souza
Da reportagem local

Um macaco com febre amarela morreu e deixou Cajobi em alerta. Crianças, jovens, e adultos devem se vacinar contra a doença. A campanha terá início na segunda-feira (28) na cidade. Outras medidas para o combate ao mosquito Aedes aegypti, que também transmite febre amarela serão adotadas. A informação foi divulgada pela Secretaria de Saúde. Cajobi não é a única cidade em alerta para a doença. Na semana passada um macaco com suspeita de febre amarela foi encontrado em uma fazenda em Catanduva. O resultado do exame ainda não foi divulgado.
Em Cajobi, o macaco foi encontrado ainda doente no dia 16 de outubro no Rancho dos Macacos que fica a dez quilômetros da cidade que tem mais de nove mil habitantes. O animal teria sido encontrado nas proximidades do rancho.
“A equipe de Vigilância Sanitária, Epidemiológica e Casa da Agricultura do município se deslocaram ao local e verificaram que o animal já estava em óbito. O animal foi recolhido e encaminhado para análise no Instituto Adolfo Lutz em São Paulo”, informa o comunicado oficial.
Antes do resultado do exame ficar pronto o Grupo de Vigilância Epidemiológica de Barretos e a Articuladora de Atenção Básica foram até Cajobi, onde orientaram e organizaram as estratégias para  enfrentarem a situação. Visitas teriam sido feitas pelas equipes de saúde com o apoio da casa da agricultura. Os agentes percorreram fazendas da cidade, com o objetivo de verificar e atualizar a carteira de vacinação, orientando os moradores.
Foi no último dia 24 que Cajobi teria recebido a confirmação do resultado positivo para a doença pelo Instituto Adolfo Lutz no macaco em investigação. Na data as equipes estiveram novamente na cidade para reavaliação das ações e visitas.
A orientação da Secretaria de Saúde é de que caso moradores encontrem um macaco doente ou morto, é necessário entrar em contato imediatamente com a Vigilância Epidemiológica e Sanitária. O funcionamento é de segunda a sexta-feira das 7 às 17 horas pelo telefone (17) 3563-3443. Nos fins de semana e feriados, o telefone de contato é (17) 991466339.
Ainda de acordo com a Secretaria, o vírus atualmente estaria circulando no meio silvestre, sem registro de casos nas áreas urbanas. “porém contamos com a colaboração da população na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti que transmite a dengue/ zika/ chikungunya e febre amarela urbana”, informa o comunicado oficial. Já com relação a vacina de febre amarela, a campanha terá início na segunda-feira (28), das 7 às 21 horas e só deve terminar no dia dois de dezembro. No sábado (3) das 8 às 17 horas haverá atualização da caderneta de vacinação. “Pedimos que tragam a carteira de vacinação, lembrando que a primeira dose da vacina é realizada aos nove meses de vida”, finaliza.
Risco de transmissão
Nos últimos meses a região de São José do Rio Preto, que engloba 96 municípios, entre eles Catanduva, está em risco de transmissão de febre amarela. Há mais de seis anos não havia registro da doença na cidade. A febre amarela em casos graves pode levar inclusive a morte. A orientação em toda a região é de que todos tomem a vacina, caso esteja em atraso. 
Dois casos positivos da doença foram registrados em cidades próximas a Catanduva. Um deles em Pindorama e outro em Ibirá. Em outras cidades foram registrados casos positivos da doença. É o caso de Potirendaba e Severínia. A confirmação da doença em Severínia só foi divulgada nesta semana. Em Rio Preto um macaco apareceu morto e o exame também deu positivo para a doença. Em Bady Bassit município vizinho de Rio Preto um homem de 38 anos morreu por causa da doença. Conforma aponta a Secretaria de Saúde de Catanduva, em 2008 foram encontrados macacos com a doença em matas localizadas na região. “As mortes em macacos podem significar a ocorrência de surtos de febre amarela entre esses primatas”, informa. A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, que é transmitida por vetores. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A vacina continua sendo a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

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