Catanduva, quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

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Catanduva tem índice de alerta para infestação do Aedes

O índice para larvas do Aedes agypti chega a 3,2% na cidade. O maior número de focos do mosquito teria sido visto no centro de Catanduva

publicado em 30/11/2016 às 07:45

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EM janeiro o índice chegou a 7,6% em Catanduva

EM janeiro o índice chegou a 7,6% em Catanduva

Cíntia Souza
Da Reportagem Local

O índice para larvas do Aedes aegypti chega a 3,2% e deixa Catanduva em alerta. É o que revelam números do LIRAa, levantamento que foi desenvolvido neste mês na cidade. Os dados foram divulgados ontem (29) pela Secretaria de Saúde e pela Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti (EMCAa). O resultado foi informado seis dias após o Ministério da Saúde divulgar o mesmo índice em outros 2.284 municípios brasileiros.
O maior número de larvas do mosquito teria sido visto no centro de Catanduva. Os criadouros para o Aedes, que além da dengue também transmite zika vírus e febre chikungunya, foram encontrados em ralos internos e em bebedouros de animais.
A Secretaria de Saúde aponta que as chuvas e as altas temperaturas teriam provocado o resultado. “O índice apresentado agora é devido ao começo das chuvas, que adiantou esse ano, e as altas temperaturas, por isso o LIRAa foi atrasado. Geralmente é desenvolvido em outubro, mas foi realizado em novembro para que possamos agir e impedir que casos de doença apareçam entre os meses de dezembro e janeiro”, afirma o Coordenador do EMCAa Kenio Sulliani da Costa. 
O levantamento permite um mapeamento rápido dos índices de infestação para identificar os criadouros predominantes e a situação de infestação do município. O índice visto em novembro é quase três vezes maior do que o visto no último LIRAa realizado em julho. Na época o índice chegava a 0,7%, que é satisfatório, conforme o Ministério da Saúde. A partir de 4% a situação enfrentada passa a ser de risco de surto da doença. Em janeiro o índice chegou a 7,6% e em maio chegou a 1,4%.
De janeiro a outubro deste ano, 113 casos de dengue foram confirmados em Catanduva. Há dois meses não há registro, de acordo com a Secretaria de Saúde, de casos positivos da doença. 14 foram contabilizados em janeiro, 24 em fevereiro, 22 em março, 27 em abril, 12 em maio, 10 em junho, dois em julho, dois em agosto.  Número diferente dos 10 mil casos positivos da doença no ano passado, em que Catanduva enfrentou epidemia da doença. Para que a situação não volte aos registros de 2015, trabalhos de prevenção, combate e orientação tanto no centro da cidade quanto em bairros adjacentes estão sendo feitos.
Mobilizações
Durante a Semana de Mobilização de Combate aos Criadouros do Mosquito Aedes aegypti, realizada na semana passada, foram visitados 2.791 imóveis. Do número total, em 31 foram encontradas larvas. Desses imóveis foram retirados 1.027 quilos de materiais inservíveis. Uma nova mobilização deve ser feita no Centro da cidade.
O levantamento do Ministério da Saúde divulgado na semana passada apontou que 855 cidades do país estão em situação de alerta e de risco de surto de dengue, chikungunya e zika. O número corresponde a 37% dos municípios pesquisados. Outros 1.429 municípios (62%) estão em situação satisfatória.   
A expectativa do ministro da Saúde, Ricardo Barros é de que haja estabilidade nos casos de dengue e zika. “Para este ano, esperamos uma estabilidade nos casos de dengue e zika. Como chikungunya é uma doença nova, e muitas pessoas ainda estão suscetíveis, pode ocorrer aumento de casos ainda este ano. Porém, para o próximo, também esperamos estabilização dos casos de chikungunya”, disse na época.
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