Catanduva, quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

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A Cada Ano Mais Pessoas são Diagnosticadas com Pneumonia

Catanduva registrou 98 mortes por pneumonia em 2015; os idosos são os mais afetados

publicado em 27/11/2016 às 07:45

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VACINA pneumocócica faz parte do calendário nacional de vacinação.

VACINA pneumocócica faz parte do calendário nacional de vacinação.

Karla Sibro
Da reportagem local

A cada ano mais pessoas são diagnosticadas com pneumonia no Brasil. A informação é do Datasus. Em Catanduva 98 pessoas vieram a óbito por causa da doença, em 2015. Já neste ano, de janeiro até o dia 31 de outubro mais 46 faleceram por ocorrência da pneumonia. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.
Neste mês foi comemorado o Dia Mundial contra a Pneumonia que tem como objetivo alertar a população sobre a importância de cuidar da doença logo no início.
Conforme informações do pneumologista Pedro Enzo Macchione, a pneumonia não é apenas uma doença de inverno.
“A pneumonia é uma infecção dos pulmões, causada por vírus ou bactérias. A doença afeta cerca de 2,1 milhões de brasileiros todos os anos, segundo dados do DATASUS. Ela é a principal causa de internação hospitalar (mais de 960 mil casos por ano) e a quinta causa de morte no Brasil”, revela o médico.
Em Catanduva a Secretaria de Saúde não tem dados de quantos pacientes são diagnosticados por ano com pneumonia.
“Pois os cadastros são feitos nas próprias Unidades de Saúde”, informa a Secretaria de Saúde.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia é responsável por 18% das mortes em crianças menores de cinco anos e afeta também outro grupo de risco: os idosos. 
“Por terem as defesas locais mais comprometidas, a patologia, se não tratada adequadamente, pode ser fatal. Dos 24.756 óbitos por pneumonia registrados no último levantamento do SUS, 70% eram maiores de 60 anos”, aponta o especialista.
Segundo o pneumologista, o paciente pode estar sujeito a pegar a doença em qualquer época do ano.
“Diferente do que muita gente pensa, a pneumonia não está ligada diretamente a baixas temperaturas. Ela ocorre durante todo ano, porém sua frequência aumenta cerca de 30% justamente no inverno, pois as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados e menos tempo ao ar livre. Essa aglomeração facilita a troca de vírus e bactérias”, aponta.
A pneumonia é uma doença contagiosa, porém o seu desenvolvimento depende de outros fatores além do contato com os agentes infecciosos. A quantidade de micro-organismos que chegam aos pulmões e as condições imunológicas do indivíduo são alguns destes fatores. 
O especialista explica, que a doença surge quando um germe agressivo consegue penetrar no pulmão e encontra o sistema de defesa comprometido. 
“Os sintomas da doença são parecidos com os da gripe comum: febre alta, tosse com ou sem catarro, dor no tórax,  mal-estar e fraqueza. 
Ao perceber os sintomas, a pessoa deve procurar imediatamente um pneumologista para que seja feito um exame clínico, além do raio-X de tórax, que é fundamental para confirmar o diagnóstico. Não existe começo de pneumonia, indicando algo menos grave. Ou é ou não é pneumonia e quanto antes diagnosticada a doença, menores as chances de complicações. Nos casos mais graves é necessária a internação do paciente, muitas vezes na UTI”, alerta o especialista. 
TRATAMENTO
O tratamento para a pneumonia requer o uso de antibióticos e a melhora costuma ocorrer entre três a quatro dias. A internação hospitalar pode ser necessária quando o paciente é idoso, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia. “Comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória são outros sintomas que exigem a internação do paciente”, explica Macchione. 
Uma das formas de prevenção dos tipos mais graves, principalmente nos grupos de risco, como idosos, crianças e portadores de doenças crônicas, é a vacinação. 
A vacina pneumocócica faz parte do calendário nacional de vacinação.

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