Catanduva, terça-feira, 28 de março de 2017

Esportes

Por falta de patrocínio, Luis Paulo Supi poderá deixar Catanduva

Sem patrocinadores fixos, enxadrista tem recebido ofertas de outras cidades

publicado em 08/07/2011

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A maior revelação da história do xadrez de Catanduva pode estar de malas prontas para grandes centros do país. O jovem Luís Paulo Supi, 15 anos, negocia a possibilidade de defender outro município em competições oficiais já este ano se não conseguir patrocino de empresa privada fixo. O enxadrista pode atingir, nas próximas competições, pontuação necessária para se tornar Grande Mestre Internacional, titulação máxima do esporte em todo o mundo.
O jogador recebe atualmente ajuda de custo pontuais de empresas particulares. Além disso, o jogador pertence ao programa bolsa-atleta da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Turismo (Smelt). No entanto, o valor pago não é o suficiente para manter os custos do jogador, que disputa competições em nível internacional.
Supi recebeu proposta de valor fixo de R$ 1,5 mil por mês, além do pagamento dos custos totais com despesas para participação de competições em todo o país. Sua meta é tornar-se jogador profissional de xadrez. “Não queríamos tirar ele de Catanduva antes dele tornar-se Grande Mestre. A cada dia que passa, está mais difícil de permanecer. Na última competição que participou – Aberto do Brasil em Maringá (PR) – conseguimos o patrocínio duas horas antes do seu embarque”, comentou a mãe do enxadrista, Débora Supi.
A mãe do jogador revelou ainda ter recusado três propostas semelhantes no início deste ano. “Até me arrependi de ter recusado uma dessas ofertas. Infelizmente, não tenho condições de manter meu filho em Catanduva. Todas as pessoas e empresas que contribuem, ajudam da melhor forma possível. Mas o nível de jogo dele requer apoio financeiro maior”, lamentou.
Descobridor
O professor de xadrez Gleison Begalli Rocha, descobridor do talento de Supi, disse que Catanduva ofereceu todo o suporte necessário para que o atleta pudesse estar no nível em que se encontra hoje. “Sem dúvida é uma proposta irrecusável em comparação ao que ele recebe financeiramente em Catanduva. Creio que a família dele deva ficar feliz pela cidade ter oferecido a ele tal estrutura para que ele pudesse chegar onde está e poder obter tamanho reconhecimento”, comentou.
A mãe do atleta diz que a ajuda veio, muitas vezes, do próprio bolso. “Tanto eu quanto os professores de Catanduva envolvidos no seu desenvolvimento chegamos a pagar do bolso para ele participar de competições. Não estamos investindo apenas no sonho dele, mas ele tem um dom e é reconhecido em todos os lugares pelo dom que tem em jogar xadrez”, afirmou.
De poucas palavras, o enxadrista deixou seu futuro nas mãos de sua mãe. “Gosto de Catanduva, mas tenho que ver as necessidades de minha família”, disse. Supi se prepara para o Campeonato Mundial da categoria, que será realizado em Caldas Novas (MG).

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